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Criação de rãs oferece inúmeras opções de comercialização


Existe um amplo conjunto de produtos e subprodutos da ranicultura com potencial econômico, envolvendo animais vivos e/ou abatidos



A tecnologia de criação de rãs no Brasil tem se desenvolvido rapidamente.
Consumir a carne da rã é um hábito saudável e antigo, já citado por Heródoto, um historiador da Grécia Antiga. Na China, esse alimento faz parte do cardápio há mais de quatro séculos. O primeiro país a explorar a iguaria comercialmente, entretanto, foi Cuba, que chegou a exportar 900 toneladas da carne em 1968.

No Brasil, ao contrário de outros países que praticam a caça ou o cultivo extensivo, como o Japão, procurou-se desenvolver a tecnologia de criação em cativeiro. A ranicultura no país teve início na década de 1930. A espécie mais utilizada na criação é a rã touro, proveniente da América do Norte, que pode atingir, aproximadamente, 200 gramas.

O professor Samuel Lopes Lima, no curso Criação de Rãs – Sistema Anfigranja, elaborado pelo CPT – Centro de Produções Técnicas, destaca que “com a ação de alguns pesquisadores, técnicos e ranicultores, a tecnologia de criação de rãs no Brasil tem se desenvolvido rapidamente. Além disso, o mercado da carne, principal produto, tem aumentado a cada ano, na medida em que se conquista novos consumidores”.

O ranário deve ser dividido em setores, cada qual responsável por uma fase de desenvolvimento do animal: girino, imago, rã jovem, rã adulta e reprodutores. A cadeia produtiva compreende a criação, a indústria de abate e processamento, e a comercialização.

Existe um amplo conjunto de produtos e subprodutos da ranicultura com potencial econômico, envolvendo animais vivos e/ou abatidos. Pode-se comercializar girino e imagos para outros ranicultores. A carne é comercializada fresca, congelada ou processada. Podem ser comercializados, ainda, o fígado, usado para produzir patês; a pele, utilizada para revestimentos e confecção de objetos; o corpo gorduroso, ingrediente de cosméticos; e os rejeitos, reciclados na ração animal.

Fonte: www.cpt.com.br

 
   
 
   
 
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