Embrapa promove workshop
para apresentar alternativas para o mercado de rã no
Rio de Janeiro
Rio de Janeiro/RJ
O mercado
para carne de rã é cheio de altos e baixos.
Problemas no sistema de produção, burocracia
e falta de tecnologias para desenvolvimento de produtos são
alguns dos entraves para quem pretende investir nesse seguimento.
No entanto, superados os problemas, abrem-se oportunidades
de negócio para uma carne saborosa com baixíssimo
teor de gordura e alto teor de cálcio.

A Embrapa
Agroindústria de Alimentos (Rio de Janeiro-RJ) reunirá
produtores, empresários e pesquisadores, nos dias 21
e 22 de setembro, para discutir alternativas para a cadeia
produtiva e apresentar soluções tecnológicas
para o processamento da carne de rã. O workshop é
gratuito e a programação está dividida
em palestras, debates e cursos para agroindústria.
Até
o Censo Agropecuário 2006 (IBGE), o Brasil tinha 170
estabelecimentos ranícolas com produção
em torno de 156 toneladas/ano. A região Sudeste se
destacava com 57% da produção. Entretanto, a
partir de 2000 a atividade entrou em declínio devido
a problemas nos sistemas de produção, a burocracia
em licenças ambientais e a falta de alternativas para
produtos processados.
No Workshop,
o Instituto de Pesca de São Paulo apresentará
os avanços tecnológicos e arranjos organizacionais
na cadeia produtiva, o relato de experiências de empresas
e cooperativas como a RanaPiscina e a Coopercrâmma e
um painel sobre as perspectivas para oferta e demanda de rãs
e derivados feito pelo Centro Universitário Augusto
Motta (Unisuam).
A Embrapa
promoverá aulas práticas para produção
de salsicha, patê e conserva de carne de rã.
Os produtos processados foram desenvolvidos a partir da carne
do dorso, uma matéria-prima que corresponde a 50% do
corpo do anfíbio e que é descartada na agroindústria.
“A tecnologia conseguiu transformar o que até
agora era considerado resíduo na agroindústria
em produtos de qualidade nutricional”, afirmou a pesquisadora
Ângela Furtado, da Embrapa.
No processamento,
a pesquisa utilizou técnicas de desossa manual e de
separação mecânica da carne (CMS). Cada
produto recebe tratamento específico de acordo com
seu destino, visando manter a qualidade, a segurança
e o sabor.
“O
Workshop será uma oportunidade de diálogo entre
a pesquisa e o setor produtivo para compartilhar experiências.
Deste encontro podem surgir parcerias para novos projetos
que atendam as demandas de mercado”, salientou o pesquisador
André Yves Cribb, responsável pelo projeto de
avaliação e transferência de tecnologia
para processamento de carne de rã da Embrapa.
As vagas
para o Workshop são limitadas. Os interessados devem
entrar em contato com Priscila Castro pelo telefone (21) 3622-9733
ou escrever para mais informações: sac@ctaa.embrapa.br.
Fonte:
Embrapa Agroindústria de Alimentos
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